Como trabalhar a comunicação da sua empresa após a pandemia

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Como trabalhar a comunicação da sua empresa após a pandemia

A pandemia veio sem data marcada para terminar. E trouxe mudanças profundas, entre elas a necessidade de uma comunicação capaz de gerar empatia, ganhar o respeito e a confiança dos clientes ainda mais atentos e exigentes. 

Quem é responsável pela gestão de uma empresa, independente do porte ou tipo de atividade, sabe que além de pensar na melhor conduta para gerir a própria vida, precisa encontrar estratégias para a sobrevivência do negócio, uma vez que o Covid -19 foi nunca foi só um caso de gestão reativa de crise.

Sobre esse tema, a Agência Influência já abordou vários aspectos, trouxe opiniões, dicas e analises.

Mas o assunto não se esgotará tão cedo. O aprendizado é diário e exige concentração, esforço, cautela e boa dose de coragem.

Sendo assim, falamos um pouco mais sobre a Comunicação pós-Pandemia e alguns pontos mais importantes para recalcularmos a rota e aprendermos a remar com segurança em águas absolutamente turbulentas.

1 – Redescubra sua audiência

Você sabe com quem está falando???

A crise gerada pelo Covid-19 vai consolidar uma nova forma de consumir e um olhar bem diferente sobre a comunicação e o consumo em geral.

Agora, por pura necessidade e não mais por ativismo ideológico ou modismo, o consumo consciente sai da simples figuração para assumir o papel principal.

E esteja preparado: esse processo já começou e em todas as áreas, não só no nível pessoal ou de bens essenciais.

A nova conduta vai interferir rapidamente na compra de insumos de produção, de equipamentos, na aquisição e utilização de máquinas e tecnologias, nos acessórios, em absolutamente tudo.

A melhoria na qualidade dos produtos, bem como as estratégias de pós-venda vão nortear o relacionamento com o cliente.

E isso não é profecia, é apenas a constatação do óbvio.

Produtos muito mais baratos, porém descartáveis ou com pouco tempo de vida útil, não terão mais espaço no mercado, independente de sua origem.

E agora, mais que nunca, o consumidor vai querer saber em que tipo de empresa está colocando seu dinheiro e ainda via monitorar atentamente a  comunicação, sobretudo a diferença entre o discurso comercial e a prática. 

Será implacável quanto a condutas pouco éticas, utilização de trabalho escravo em algum nível, políticas sociais, engajamentos socioambientais, entre outras.

Esse tipo de conduta, que já vinha sendo adotada por várias empresas pelo mundo na contratação de parceiros, colaboradores, fornecedores e terá um efeito dominó acelerado.

Além de levar em conta todos os fatores dessa transição é importante que você se aproxime ainda mais do seu cliente e observe:

– Como seu cliente está se sentindo?

– Como esta reagindo?

– O que mudou no padrão de consumo e o comportamento em relação ao seu produto e ao seu negócio?

As respostas devem direcionar suas ações e servir de base para toda a comunicação de sua empresa nos próximos meses.

2 – Reposicione sua Marca

É hora de testar o posicionamento da sua marca e repensar nos seus objetivos. Lembre-se que não há reinicio sem confiança. E confiança será a mola propulsora do consumo e dos relacionamentos daqui para frente.

Muitas empresas estão reposicionando suas marcas utilizando estratégias digitais.

Sem dúvida, o marketing digital e suas diversas metodologias é o melhor (para não dizer o único) recurso disponível nos dias atuais. Mas também deve obedecer às novas diretrizes  que pautarão o relacionamento com o cliente no pós-pandemia.

3 – Discurso, narrativa e ação

Somente um discurso coerente e uma narrativa bem construída serão capazes de ir de encontro ao que o consumidor/cliente deseja.

O importante agora é mostrar empenho e oferecer soluções, não apenas vender. E você, como gestor, assim como suas equipes precisam ter muito claro a diferença entre oportunidade e oportunismo.

Procure transmitir na sua comunicação  um sentimento de coragem e de esperança coletiva, de forma gradual e responsável. Esteja atento ao vocabulário e a linguagem das peças produzidas, por mais simples que possam parecer.

Finalmente, busque agilidade para sair do discurso e da narrativa, para a efetividade da ação.

4 – Liderança e empatia

Quando estamos no meio do furacão, temos certeza de que aquilo é especialmente devastador, e até de que o mundo vai acabar ali dentro, não é mesmo?

Pois bem, um dos remédios mais eficazes para amenizar essa sensação, que os CEOs e os Membros do Conselho de administração das empresas podem (e devem) ter na comunicação com suas equipes é utilizar do máximo de empatia, combinada com firmeza e autoridade.

Priorize também a adoção de boas estratégias de comunicação com seu público interno. Dessa forma é possível aumentar a confiança e devolver aos seus colaboradores a capacidade para enfrentar o desconhecido.

5 – Relacionamentos x visibilidade

Adote estratégias de comunicação que apresentem uma narrativa concreta e personalizada e que tragam de volta relacionamentos, não apenas visibilidade.

Quando levamos a questão para o marketing digital, por exemplo, é preciso ainda mais atenção. As pessoas costumam confundir os conceitos e acreditam que um grande número de curtidas do facebook ou instagram é algo excepcional.

Não é.

Para ser eficaz, a estratégia deve ter como objetivo engajamento e conversões. As “curtidas”, apenas, não vão fazer seu negócio crescer e ter credibilidade.

6 – Aprenda com a experiência de outros países

Pesquisas de opinião realizadas nos países já em fase de retorno gradual das suas atividades trouxeram informações de grande utilidade sobre o comportamento do consumidor. É o caso da Itália.

  • Um a cada três italianos experimentou uma nova marca graças à aproximação  diferenciada ou pela forma como a empresa se comunicou durante a pandemia.
  • 30% aumentou o consumo de informação
  • 10% vão se dedicar a consumir mais informação mesmo após a pandemia
  • 92% das pessoas tem claro que as empresas e suas marcas devem fazer todo o possível para proteger a saúde e bem estar dos seus funcionários e parceiros. E vão continuar a comprar produtos dessas marcas a partir de agora.

7 – A força dos dados

Outra necessidade que a pandemia escancarou: todas as decisões devem ser baseadas 

Eles fazem a diferença especialmente quando é preciso identificar tendências em um segmento ou quando se quer criar diferenciais competitivos relevantes.

O maior desafio para as empresas nesse sentido é lidar com uma grande quantidade de dados não estruturados — e é aí que entram as soluções de Big Data Analytics.

Apostar na contratação de profissionais que conseguem extrair valor dessas informações é sem dúvida uma iniciativa inteligente.

Não esqueça que a crise provocada pelo  Covid -19  exige  não só a transformação de modelos de negócios, como também a criação de vários outros.  E tudo isso só é possível a partir de dados consolidados e bem utilizados.

Quer saber mais sobre  gestão de comunicação e como utilizar adequadamente na sua empresa? Fale com os profissionais da Agência Influência.

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